Palestina V (Nenos/as)

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Notas do traballo de edición

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No artigo da semana sintetizo a información que vimos publicando no blog dende hai dúas semanas sobre a o bloqueo e a invasión de Gaza.Marcadores: Artigos Faro de Vigo, Campo de Granada, Educación_para_a_Paz, Palestina
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SANTIAGO: 20.30. Desde o Toural. GALIZA CON PALESTINA.
PONTEVEDRA: 20.00. Desde a Ferrería. PAREMOS O XENOCIDIO ISRAELÍ. SOLIDARIEDADE CON PALESTINA
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TEMPO DE VIRTUOSOS
Essa guerra, talvez mais que as anteriores, está expondo as veias profundas da sociedade de Israel. Racismo e ódio erguem a cabeça, a sede de vingança e de sangue. A “tendência do comando” no exército de Israel hoje é matar, “matar o mais possível”, nas palavras dos porta-vozes militares na televisão. E ainda que falassem dos combatentes do Hamas, ainda assim essa disposição seria sempre horrenda.
A fúria sem rédeas, a brutalidade é chamada de “exercitar a cautela”: o apavorante balanço do sangue derramado – 100 palestinos mortos para cada israelense morto é um fato que não está levantando qualquer discussão, como se Israel tivesse decidido que o sangue dos palestinenses valesse 100 vezes menos que o sangue dos israelenses, o que manifesta o inerente racismo da sociedade de Israel.
Direitistas, nacionalistas, chauvinistas e militaristas são o bom-tom da hora. Ninguém fale de humanidade e compaixão. Só na periferia ouvem-se vozes de protesto - desautorizadas, descartadas, em ostracismo e ignoradas pela imprensa -, vozes de um pequeno e bravo grupo de judeus e árabes.
Além disso tudo, soa também outra voz, a pior de todas. A voz dos cínicos e dos hipócritas. Meu colega Ari Shavit parece ser o seu mais eloquente porta-voz. Essa semana, Shavit escreveu neste jornal ("Israel deve dobrar, triplicar, quadruplicar a assistência médica em Gaza"- Haaretz, 7/1): “A ofensiva israelense em Gaza é justa (…). Só uma iniciativa imediata e generosa de socorro humanitário provará que, apesar da guerra brutal que nos foi imposta, nos lembramos de que há seres humanos do outro lado.”
Para Shavit, que defendeu a justeza dessa guerra e insistiu que Israel não poderia deixar-se derrotar, o custo moral não conta, como não conta o fato de que não há vitória possível em guerras injustas como essa. E, na mesma frase, atreve-se a falar dos “seres humanos do outro lado”.
Shavit pretende que Israel mate e mate e, depois, construa hospitais de campanha e mande remédios para os feridos? Ele sabe que uma guerra contra civis desarmados, talvez os seres mais desamparados do mundo, que não têm para onde fugir, é e sempre será vergonhosa. Mas essa gente sempre quer aparecer bem. Israel bombardeará prédios residenciais e depois tratará os feridos e mutilados em Ichilov; Israel meterá uns poucos refugiados nas escolas da ONU e depois tratará os aleijados em Beit Lewinstein. Israel assassinará e depois chorará no funeral. Israel cortará ao meio mulheres e crianças, como máquinas automáticas de matar e, ao mesmo, tempo falará de dignidade.
O problema é que nada disso jamais dará certo. Tudo isso é hipocrisia ultrajante, vergonhoso cinismo. Os que convocam em tom inflamado para mais e mais violência, sem considerar as consequências, são, de fato, os que mais se auto-enganam e os que mais traem Israel.
Não se pode ser bom e mau ao mesmo tempo. A única “pureza” de que cogitam é “matar terroristas para purificar Israel”, o que significa, apenas, semear tragédias cada vez maiores. O que está sendo feito em Gaza não é desastre natural, terremoto, inundação, calamidades em que Israel teria o dever e o direito de estender a mão aos flagelados, mandar equipes de resgate, como tanto gostamos de fazer. Toda a desgraça, todo o horror que há hoje em Gaza foi feito por mãos humanas - as mãos de Israel. Quem tem mãos sujas de sangue não pode oferecer ajuda. Nenhuma compaixão nasce da brutalidade.
Pois ainda há quem pretenda enganar todos todo o tempo. Matar e destruir indiscriminadamente e, ao mesmo tempo, fazer-se de bom, de justo, de homem de consciência limpa. Prosseguir na prática de crimes de guerra, sem a culpa que os acompanha sempre. É preciso ter sangue frio.
Quem justifica essa guerra justifica todos os crimes. Quem prega mais guerra e crê que haja justiça em assassinatos em massa perde o direito de falar de moralidade e humanidade. Não existe qualquer possibilidade de, ao mesmo tempo, assassinar e reabilitar aleijados. Esse tipo de atitude é a perfeita representação das duas caras de Israel, sempre alertas, ao mesmo tempo: praticar qualquer crime, mas, ao mesmo tempo, auto-absolver-se, sentir-se imaculado aos próprios olhos. Matar, demolir, espalhar fome e sangue, aprisionar, humilhar - e sentir-se bom, sentir-se justo (sem falar em não se sentir cínico). Dessa vez, os senhores da guerra não conseguirão dar-se esses luxos.
Quem justifique essa guerra justifica todos os crimes. Quem diz que se trata de guerra de defesa, prepare-se para suportar toda a responsabilidade moral pelas consequências do que faz e diz. Quem empurra os políticos e os militares para ainda mais guerra, saiba que carregará a marca de Cain estampada na testa, para sempre. Os que apóiam essa guerra, apóiam o horror.
* tradução: Caia Fittipaldi
Recomendo outros artigos de Amálgama, como este anticipatorio (publicado en 1978) de Gilles Deleuze sobre Palestina.Marcadores: Dereitos_humanos, Educación_para_a_Paz, Palestina
Hoxe non entramos en interpretacións. Recollemos este seguimento infográfico que Moiz actualiza, a partir dos datos que proporciona a cobertura da BBC. Un estremecedor resume da situación.Marcadores: Dereitos_humanos, Educación_para_a_Paz, Palestina
Robert Fisk, o lendario correspondente en Oriente Medio de The Independent, radicado no Líbano dende hai vinte e cinco anos, acusa hoxe o goberno israelita de mentir para xustificar as súas atrocidades na invasión de Gaza. Anacos deste texto demoledor están traducidos aquí. Fisk recorda que a tregua, a pesar do que diga a propaganda sionista, «foi rota por Israel o pasado 4 de novembro, cando bombardeou e matou a seis palestinos e logo, outra vez, o 17 de novembro, cando outra vez bombardeou e matou a catro palestinos». Risk escribe no texto que «reportei as desculpas que o exército de Israel ten ofrecido ao mundo, xa varias veces, despois de cada chacina. Dado que probablemente serán requentadas nas próximas horas, adianto algunhas delas: que os palestinos mataron refuxiados palestinos; que os palestinos desenterran cadáveres para pólos nas ruínas e ser fotografados; que a culpa é dos palestinos, por teren apoiado un grupo terrorista; ou porque os palestinos usan refuxiados inocentes como escudos humanos». Seguir as crónicas e os artigos de Fisk é moi clarificador. A paz nunca pode pasar polo masacre nin pola mentira.Marcadores: Dereitos_humanos, Educación_para_a_Paz, Palestina
Grazas, Miguel!«Penso que mellor que ollar as magoantes imaxes de Gaza é mirar do outro lado, Israel, como é, como sente e se expresa. Decote tédesme preguntado os amigos como son os israelís. Hai de todo, mais o que predomina é isto (como ben se ve nos resultados electorais). Isto é tamén unha pequena mostra da clase de vida que leva un xornalista estranxeiro cobrindo o conflito e a psyque israelí na súa versión habitual (non necesariamente extremista) cando se pon nerviosa.
O que se ve nesta imaxe é un equipo da televisión británica tentando de gravar unhas oliveiras propiedade de palestinos que foron esnaquizadas polos colonos xudeus que viven a carón. Os colonos ven os xornalistas e van aló ameazalos. Atentos ó diálogo subtitulado.»
http://www.evtv1.com/player.aspx?itemnum=6595
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Onte na tertulia d' A Crónica da Radio Galega, o condutor do programa, Luís Ojea, entrevistou ao escritor Miguel Anxo Murado arredor da invasión de Gaza polo exército israelita. Murado, moi bo coñecedor do conflito, axudounos a comprender os termos reais nos que se está desenvolvendo esta traxedia. "Chamarlle guerra a este conflito é moi esaxerado. É a batalla máis desigual do século XXI. A diferencia do conflito do Libano de 2006, en Gaza non hai retagarda." Para o autor de Fin de século en Palestina "o goberno israelita, en plena campaña electoral, aspira a dar unha lección exemplar, un castigo colectivo ao pobo palestino. Cando consideren que xa está dada, se retirarán como sucedeu noutras ocasións". Murado lembrou que o 70% da poboación israelita apoia esta invasión. "O 40% votou a partidos de extrema dereita e o 22% á dereita, a Kadima." Con respecto aos palestinos, "a diferenza entre Hamás e a OLP é moi pequena. É xeracional e xeográfica. Non esquezamos que Hamás foi apoiada inicialmente por Ariel Sharon que consideraba que polo seu carácter relixioso sería máis conservadora ca OLP". Rematou a súa intervención Miguel Anxo lembrando as orixes do conflito no 48, cando se produciu a deportación do 80% da poboación palestina, e "o inevitable cambio de posición que adoptará Obama, aínda que non será radical".Marcadores: Dereitos_humanos, Educación_para_a_Paz, Palestina, Vídeos
Recomendo moi vivamente a lectura desta extraordinaria anotación recompilatoria de Eifonso Lagares sobre os desastres de Gaza. Proporciona varios vieiros alternativos na rede. Este é o caso da noticia sobre o blog conxunto que publican dous blogueiros, «Peace Man» dende Gaza e «Hope Man» dende Sderot. Publícase, tamén, un enlace cun estremecedor vídeo dunha explosión nun mercado que en todo caso, como nos informa Carlos Callón, non corresponde con este conflito. Outra anotación interesante é esta dos Futuros do libro sobre o seguimento do conflito na rede por parte de blogs palestinos e israelitas.Marcadores: Dereitos_humanos, Educación_para_a_Paz, Palestina
Afortunadamente son múltiples as iniciativas que dende a rede se están promovendo para denunciar o masacre de Gaza que continúa realizando o goberno de Israel e expresar a solidariedade co pobo palestino. Adherímonos ao manifesto do anel solidario de blogs, ao de AVAAZ, ás iniciativas Ilumina Gaza e a de Amnistía Internacional. Recomendamos visitar espazos como as «Crónicas desde o corazón do levantamento palestino», a entrevista de Galiciae con Alberto Arce (o cooperante asturiano de Free Gaza), o blog solidario «Lápices para la paz», onde se poden ler e ver documentos moi interesantes. Fronte á propaganda do goberno de Israel, podemos dende a rede promover esta solidariedade informativa co pobo palestino.Marcadores: Dereitos_humanos, Educación_para_a_Paz, Palestina
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A pesar do chamamento do Consello de Seguridade da ONU, o goberno israelí continuou durante esta noite os seus ataques aéreos indiscriminados sobre a poboación civil da franxa de Gaza. Semella que son intereses electoriais os que están detrás deste ataque brutal que, para algúns analistas, constitúe un erro estratéxico de vulto.Marcadores: Dereitos_humanos, Educación_para_a_Paz, Palestina